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O mês de janeiro, até agora, foi marcado por poucos negócios no mercado interno do algodão. Até porque muita indústria ainda não retomou totalmente os trabalhos, depois da parada de fim de ano. E várias ainda trabalham com a matéria-prima que sobrou. Por outro lado, as exportações podem fechar janeiro com o melhor volume mensal já registrado, perto de meio milhão de toneladas, puxado, por exemplo, pelo dólar mais caro. Nesse cenário, dados Cepea apontam que o preço da libra-peso está em torno de quatro reais e 15 centavos, no mercado interno, um pouco mais ou um pouco menos, depende do dia.
No mercado do arroz, dezembro teve o menor volume de beneficiamento e saída desde 2020, para essa época do ano, no Rio Grande do Sul, estado que lidera a produção nacional. Foram cerca de 502 mil toneladas. Dezembro é um mês de demanda menor. Mas também pesou, por exemplo, a postura de atacadistas e varejistas, que não conseguiam repassar os custos para consumidor e começaram a pressionar as unidades de beneficiamento. Que, então, reduziram as compras de arroz. Dados também do Cepea indicam que os preços estão praticamente estacionados, com a saca vendida em torno de 100 reais.
E as exportações brasileiras de suco de laranja perderam força na safra 24/25. Na segunda metade do ano passado, elas caíram 23 por cento, para 448 mil toneladas. Uma das causas é a oferta menor, consequência de problemas no campo, como meses de tempo quente e seco. E, na primeira metade desse ano, os embarques podem cair ainda mais. O lado bom para o produtor é que, com menos mercadoria disponível, o preço disparou. O faturamento com os embarques de suco de laranja, até agora, cresceu quase 40 por cento, para perto de dois bilhões de dólares, patamar considerado recorde.
Fonte: Agência Rádio 2